segunda-feira, 16 de maio de 2011

Confissão

Padre me desculpe, mas eu errei. Não só errei, mas cometi um pecado muito grave, eu não podia imaginar que isso um dia aconteceria comigo, sempre tentei fazer de tudo para ser fiel a santidade da igreja, e sou até hoje. Mas é que dessa vez não deu mesmo para eu segurar. Outro dia eu e a Alzira, estávamos voltando para casa, na circular das cinco e vinte, assim sabe do mesmo jeitinho de sempre. Daí Padre eu tirei da bolsa um livro que minha patroa me deu, era o livro do Padre Cantor, para mim era com certeza um livro santo enviado por nossa senhora Aparecida para me abençoar. É que eu to num momento meio difícil da vida sabe, meu filho ta indo mau na escola, por mais que eu peça p ele tomar jeito ele não toma, minha patroa falou que eu tenho que usar da psicologia com ele que daí ele vai me obedecer, mas não dá Padre to achando que vou ter que dar uns bons cascudos naquele infeliz para ver se ele me respeita. Perdão. Enfim, como eu estava falando veio o livro que eu achava ser santo. Quando eu tirei o livro da bolsa a Alzira me pediu para ver e eu deixei, claro ela é minha amiga. Só que Padre ela é meio que safada, sabe, ela não tem namorado e fica com mais de um homem ao mesmo tempo tem vez, eu digo para ela que isso não é certo, mas ela não me escuta e segue fazendo as safadezas dela, e daí com não é da minha conta deixo para lá. Quando ela pegou o livro e viu de quem era ele começou a falar umas coisas que eu tenho até vergonha de te contar, ela disse que aquele padre era o mais gostoso que ela já tinha visto, e que se ela pudesse chuparia ele todinho de uma vez só bem gostoso. Ai padre desculpa por ta te fazendo ouvir isso, e olha que eu não disse nem a metade das barbaridades que ela falou, mas só assim o senhor vai poder me entender. Eu disse para ela parar com aquilo, pois eram pensamentos descabidos para se fazer com um homem de deus ainda mais um tão abençoado com o Padre Cantor. Mas ela não parou, e disse que ele tinha cara de safado e que era um desperdiço ele não poder fazer com ela o que quisesse, e que era um pecado divino aquele homem aparecer na TV com aquela calça marcando todo o menininho dele, e eu que era uma falsa por não dizer que sentia tesão ao velo daquele jeito todo gostosinho na TV. Foi ai padre que a coisa desandou. Quando cheguei em casas aquilo que ela havia me dito ficou batucando na minha cabeça, não conseguia parar de lembra dele sem pensar nas coisas feias que ela disse, fiz janta, lavei louça, briguei com Wender meu filho, limpei minha casa tomei banho tudo pensando  nas malditas coisas que a Alzira me havia dito.  Ai Padre as vezes eu penso que deveria ter passado a noite inteira acordada. Só que eu tinha tido um dia muito cansativo e precisava dormi. Pois foi só o tempo de eu fechar os olhos que as coisas começaram. Eu me vi sentada na platéia do Domingão do Faustão, toda bonita com vestido florido meio curtinho, mas bonito, tava maquiada que nem atriz de novela, daí o Faustão daquele jeito que ele sempre faz: “tanto no profissional quanto no pessoal, bla bla” Padre Cantor! Foi quando o padre entrou e eu o vi como nunca o tinha visto antes, era realmente lindo e difícil não reparar em suas qualidades lá de baixo. Ele começou a cantar e foi o suficiente para todo mundo sumir no ar e eu ficar cara a cara com ele. Eu me sentia como se voasse ele me puxou para perto dele e começou a me abraçar. Minhas mãos estavam sem controle e eu comecei a acariciar suas partes intimas que logo ficaram duras, eu sabia que ele tava gostando tanto quanto eu estava, mas não conseguia parar. Achei que ele me mandaria parar e diria que iria para o inferno, mas não, ele tirou o meu vestido e começou a beijar os meus mamilos, e no fundo a musica dele continuava a tocar, e foi assim escorregando para o meio das minhas pernas e ai eu sabia que já não tinha mais como eu me controlar. Ai  padre me perdoe eu prevariquei com um homem de deus sei que foi só em sonho e gostaria de saber se o senhor pode me absolver? A minha patroa um dia me disse que aquilo que a gente sonha é o que a gente quer fazer, mas não tem coragem. E então padre o senhor pode me absolver?

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